Tempo, tempo, tempo… Se…


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Tic, tac, tic, tac…. Já acordo pensando nas milhares de coisas que tenho para fazer, mas o “SE” ronda a minha mente logo em seguida. Uma Conjunção subordinativa condicional, ummmm… será que ainda manjo de português? Uma simples palavrinha com apenas duas letras muda tudo. SE der tempo eu faço tudo o que quero fazer.

Sim, quando se tem uma bebezinho, balofudo e gostoso de apenas 4 meses de vida, o SE é fundamental. Mas o SE é agravado quando se tem um bebezinho em Manaus. Uma cidade tão… tão… distante da minha família, que mora em Recife. Um… nível 7 de dificuldade. O nível 10 eu deixo para gêmeos e longe da família. Voltemos ao SE. Pois é, se der tempo eu faço isso, se der tempo ao faço aquilo. Entre uma mamada e outra vou fazendo tudo o que posso. E num é que consigo! Não me perguntem como estou conseguindo voltar a pintar, escrever , organizar encontro com outras mães, passear com meu filhote em algum local pela cidade, estudar sobre a pedagogia Waldorf e fazer a minha unha. Tá bom, após 5 meses consegui fazer a unha num salão especializado em mães. Nem sabia que isso existia, mas existe!

Customizar o tempo é algo fundamental para mim hoje em dia. Uma simples tarefa como ir ao banheiro torna-se um malabarismo. Tenho que arquitetar um plano perfeito para que nada saia errado nesse momento. Minutos e segundos são precisos. Foi pensando nisso que resolvi cortar o meu cabelo. Como assim, o que isso tem a ver com cabelo?  Tudo! Eram 15min no banho para lavar + 15min para secar. E lá iam 30min preciosos do meu dia. Resultado: Cortei! Agora tenho 30min a mais, não é o máximo!? E ainda levo ventinho na nuca. Ha!

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4 comentários sobre “Tempo, tempo, tempo… Se…

  1. Oi Marcela! Antes de qualquer coisa, parabéns pelo blog, pelas criações belíssimas e pela maneira leve e feliz com a qual você leva a vida. No momento estou em um escritório de advocacia.rs. “Conheci vc” nesta semana. Estava sentindo tudo o que você sentia no Direito e joguei no google “Larguei o direito” “arte”, e encontrei sua história que, por incrível que pareça, é a minha história (por enquanto só até a parte em que você viu que não dava para ficar no Direito). Fiquei muito espantada, surpresa, sei lá, fiquei assim \o/ a cada linha que lia do seu post de 04/02/13 (Larguei o Direito para viver da arte), porque parecia que eu tinha redigido. Eram os meus sentimentos, as palavras que eu escolheria, os meus pensamentos.
    Acho que desenho, coloro, pinto e faço bagunça com arte desde antes de aprender a falar.rs..Cresci desenhando, e tendo meus desenhos elogiados por diversas pessoas da família e da escola. Mas, na hora do vestibular….ninguém se lembrou de que eu me sentia e agia como uma artista.
    Na minha família prepondera a Engenharia…Não tinha a menor chance de seguir o mesmo caminho. Então, porque eu gostava de ler e escrever, fui orientada por professores e pai a fazer Direito. Como se gostar de ler e escrever fosse o suficiente para ser feliz no Direito. A expectativa de todos era que eu passasse em um bom concurso. Terminada a faculdade comecei a estudar para a OAB e para concursos (num cursinho). Passei na OAB e continuei estudando para concursos (fiquei +- 01 ano estudando)….Surgiu uma oportunidade num escritório, passei na seleção e advoguei por uns 4 meses. Fiquei assustada com o tanto que odiei tudo, e o salário ainda é humilhante. Viajei com a família, e voltei para o cursinho…01 ano estudando e preparando meu casamento, mas não estudei como deveria. Casei-me, e continuei estudando para concursos, + especificamente concurso do TRT. Fazia outros concursos, mas nunca passei em boa colocação. Saía das provas me sentindo derrotada. O que eu estudava não era suficiente, nunca bastava! Era preciso fechar as provas! Fiz pós graduação achando que era a saída (enquanto não chegava a prova do TRT do meu Estado)…E no fim da pós, quando saiu a autorização para o TRT daqui, vim parar novamente num escritório de advocacia (Qualquer um pensaria:” que pessoa desorientada!”), mas eu não estava aguentando a rotina de estudar todos os dias leis e assuntos que não me despertavam interesse, e ainda não ver resultado, e achei que faria bem pra mim trabalhar. Eu sabia que não gostava disso e fiquei insistindo em passar por cima de mim mesma. Para resumir, já vão completar 04 anos que peguei a OAB (04 anos e meio de formada). Achei que fazer Direito e estudar para concursos até passar era “ser responsável”.
    Mas hoje me pergunto: Desde quando passar por cima de nós mesmos e nos desrespeitarmos é um ato de responsabilidade? Sempre me senti uma artista, mas me achava muito velha para “mudar”, e que havia perdido a chance da escolha há muitos anos.
    Tenho 28 anos, dos quais 10 investi no Direito. Mil questões aparecem na nossa cabeça: pensar que perdi 10 anos, medo de não dar certo, medo, medo, medo…medo que nos engole, se não dermos um basta e o enfrentarmos!
    Achei no seu post a resposta: Ainda não é tarde demais, e não posso pensar que “perdi 10 anos”. “Tudo tem seu tempo”. Ganhei muitas experiências e a maturidade para querer reconhecer e assumir quem sou.
    Já estou “mexendo os pauzinhos” e virando o “timão” do meu “navio”. Vou “ancorar” em outra “praia”. Uma “praia” com “pinceladas mais azuis”, aonde as pessoas dão mais risadas, são mais informais, naturais….aonde faça chuva ou faça sol, o dia pode ser belo, e é possível contemplar a beleza da natureza, a beleza da vida…aonde não haja tanto espaço para tantas reclamações; aonde é possível ser quem sou e sempre fui; aonde posso extravasar a poesia que me sufoca em cores que desejo…
    Tenho consciência dos riscos. Até hoje não me submeti a correr tais riscos e estou aqui, me sentindo presa e contrariada o tempo todo. Portanto, já tenho experiência suficiente em “não correr riscos”. Por isso é hora de um basta. Acho que hoje (enfim!) tenho coragem, maturidade e cautela para correr estes riscos, com dedicação, foco, e AMOR.
    Obrigada pelo “empurrãozinho” que faltava, pelas palavras de incentivo e esperança. Espero voltar aqui para contar a outra parte da “sua história”. =)
    Nanda.

    • Poxa Fernanda, que mensagem linda e significativa. Fico tão feliz em poder ajudar outras pessoas com a minha experiência. Tenho certeza que esse empurrãozinho fará uma enorme diferença na sua vida.
      Depois quero saber o resultado dessa mudança. Se precisar de algo estou aqui.
      Grande abraço e fique em paz!

  2. ah, e eu também sou adepta dos cabelos curtos, cortei antes de engravidar, é bem verdade, mas quando a gravidez se confirmou… me decidi, cabelos longos agora? só depois que Maria Carolina estiver crescida e não seja tão dependente de mim… 😀

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