A ruína é uma dádiva.


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As ruínas de Paricatuba.

Por que esse lugar, no meio de uma cidadezinha tão tão distante de tudo, rodeada de floresta, chama tanta a atenção das pessoas que o visitam, sendo até considerado um local turístico? Palco para gravações de curtas metragens, ensaios fotográficos e de contemplação, esse local respira história e toca profundamente a alma de quem o visita com a mente aberta. Ruínas, apenas ruínas…. mas é só isso que tem para ver?

Sim, apenas ruínas. Mas não é um local para ser visto, e sim sentido. Sentir a história que tem naquelas paredes grossas e resistentes, imaginar o que aconteceu por trás daquelas pinturas gastas e cobertas por raízes de árvores centenárias. Uma arquitetura construída com materiais importados da Europa, luxuosa para a época e suntuosa para ostentar. Hoje resta apenas a estrutura de alvenaria sendo engolida pelas árvores, mostrando que não há limites para a força da natureza. Por mais resistente e forte a estrutura de alvenaria, a natureza encarrega-se de transformar e continuar com o ciclo da vida.

Passeando por dentro daquelas ruínas lembrei de um trecho de um filme que falava justamente sobre isso. Ruínas! Um local sossegado e solitário. A cidade cresceu ao seu redor ao longo dos séculos. O lugar é como uma ferida, um coração partido ao qual você se apega, pois a dor é boa, é confortável.  Todos nós queremos que as coisas permaneçam iguais. Temos medo da mudança e, muitas vezes, aceitamos viver infelizes, vivemos em ruínas.  Aí, eu olhei ao meu redor, o caos e o modo como tudo foi adaptado pela natureza. O belo selvagem e exuberante! Me tranquilizei… por mais que sejamos fracos e medrosos para dar um passo rumo ao desconhecido, a vida faz por nós o que deixamos para fazer depois. Seja de forma tranquila ou dolorosa a mudança é inevitável. E o que era apenas ruínas torna-se um lindo lugar transformado pela natureza. “A ruína é uma dádiva. A ruína é o caminho que leva à transformação.”

É preciso apenas um passo para atravessar a porta rumo à transformação
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A janela está sempre aberta, mas hesitamos olhar o que tem do outro lado.

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O que você não faz por si, a natureza encarrega-se de transformar. 

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Fechei os olhos e passei pela porta.

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Tive medo e não quis olhar para trás, apenas caminhava para frente.

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Tiveram momentos em que quis desistir.

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Mas eu escutei o som do meu coração e confiei na sua canção.

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O que tem dentro da janela da sua alma?

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As vezes é necessário deixar ruir para que a mudança aconteça.

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Doi, fica feio…

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Mas o caos é necessário…

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Confie!

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No final, tudo termina bem!

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rodapepost2

2 comentários sobre “A ruína é uma dádiva.

  1. Aii que lindo! Amei e me deu uma incentivação para continuar nos passos desconhecidos.
    Aliás, se for algo de ruim, vai ser servido de experiência e se for algo bom, vai ser momentos que não iremos esquecer. Amo o seu blog, parabéns! Beijos..

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