Reconhecendo a mãe que sou/Deixando morrer a que idealizei/Agradecendo a mãe que tive.


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A gestação é um momento precioso para iniciar um lindo processo de autoconhecimento e investigação das nossas crenças limitantes… Crenças que nos aprisionam e não nos deixam seguir em frente com mais leveza e suavidade.

Gerar uma vida é se abrir para o mundo e para o novo, é aceitar as mudanças sem questionar tanto… é sentir o corpo modificar e deixar a natureza agir, pois é um período de entrega e doação. A leveza deve fazer parte desse processo. É também um momento em que nos sentimos muito fortalecidas como mulher, afinal de contas, estamos gerando uma vida e a Deusa Feminina está materializada e encarnada no momento presente. Sendo assim, isso nos dá o poder de começar a definir a mãe que seremos.

É hora de colocar em prática tudo o que aprendemos ao longo de anos de experiências com outras mulheres que já tiveram filhos, com nossas irmãs já mães, com nossas amigas, com os filmes que vimos, livros que estudamos e pesquisas elaboradas por cientistas renomados. Definimos tudo o que não queremos e queremos ser. Mas, muito mais importante do que tudo isso, é hora de colocar em prática a experiência que tivemos com a  nossa PRÓPRIA MÃE.

Podemos sim, tornarmos a mãe que sempre idealizamos, mas para isso é necessário iniciar uma longa transformação da mãe que mora dentro da gente, criada a partir da nossa própria mãe, com suas limitações, defeitos e qualidades. É preciso exercer algo chamado COMPAIXÃO. Essa palavra, por si só, já é linda. PAIXÃO COM, APESAR DE. É necessário colocar-se no lugar do outro e entender tudo o que levou aquele ser a tomar determinada decisão ou fazer determinada ação… Mas não só entender. É preciso sentir o outro, colocar-se no lugar dele de corpo e alma presentes. Só assim você vai continuar amando essa pessoa COM e APESAR do que ela fez.

Desta maneira seremos capazes de aceitar as limitações da nossa própria mãe e assim começar um lindo recomeço da mãe que queremos ser… Sem traumas, sem julgamentos e, principalmente, sem o desejo de querer ser mais do que podemos ser.

Deixar para trás a mãe que idealizamos não é fácil e a maioria das mulheres não consegue encarar o fato de que é preciso deixar morrer essa mãe ideal, criada a partir das nossas próprias necessidades. Devemos encarar o fato de que nossa mãe não podia e não era capaz de satisfazer algumas das nossas necessidades da maneira que desejávamos e queríamos.

O importante é ter a compreensão de que se nos sentimos pouco amados ou abandonados não foi culpa nossa. E é nesse momento que a compaixão se faz presente… entender e compreender que a maternidade, muitas vezes, é pesada e difícil e isso vale para todas as mulheres, até para a NOSSA PRÓPRIA MÃE.

É difícil aceitar que nossas mães são frágeis e passaram por dificuldades e exaustão na nossa relação como filho(a) e mãe. Mas a maternidade nos dá a chance de enxergar o mundo de forma diferente e passamos a ver todas as mulheres como nós mesmas, como se todas fizessem parte de uma única experiência. E isso é lindo e encantador… Olhar para a nossa mãe e ver nela nós mesmas, passando pela mesma experiência. Sem julgamentos e amarraras… com leveza e plenitude.

Deixa morrer, Deixa passar, Deixa fluir. Deixa que a maternidade te ensine sem definições ou padrões preestabelecidos. É preciso COM-PAIXÃO.

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