Eu sou uma mãe péssima: Sinto inveja, raiva e culpa!


Quantas vezes você julga o seu papel de mãe?
Quantas vezes você se sente culpada com os erros que cometeu com seu filho e por não ter conseguido fazer melhor?
Quantas vezes você se sentiu sufocada no dia a dia da maternidade e sente que a vida e a rotina de outra mãe é mais fácil e mais leve do que a sua?
Garanto a você que todos esses sentimentos assombram a vida das mães que diariamente culpam-se pela rotina, muitas vezes exaustiva, do dia a dia. Mas o que importa é não deixar que esses sentimentos transformem-se nos monstros da culpa.
Sim, nós mães criamos alguns monstros que ficam guardados para que ninguém os vejam. São os NOSSOS monstros, criados a partir dos nossos medos, fragilidades e culpas. Sentimos vergonha de expor esses pensamentos e não compartilhamos com ninguém o que nos atormenta.
E sabe por que? Porque nos  foi ensinado que o sentimento de mãe e filho é nobre e nunca se abala, é sentimento elevado, divino e nada e nenhum pecado é capaz de tocá-lo e alterá-lo. Foi assim que aprendemos ao longo da vida: Mãe é perfeita.
Mas a descoberta de que alguns e muitos sentimentos não nobres começam a fazer parte da nossa rotina de mãe nos assustam e disfarçadamente jogamos tais sentimentos para debaixo do tapete e escondemos de nós mesmas que um dia sentimos algo como:
“Me arrependi de ser mãe.”
“Se eu bater nele agora eu vou aliviar a minha raiva.”
“Eu não estou gostando de ser mãe.”
“Eu queria fugir e nunca mais voltar.”
“Eu queria um dia só para mim e esquecer que tenho filhos e família.”
Identificou-se com alguma dessas frases? Acredito que sim, pois elas são reais. Escritas por mães que em muitos momentos de fragilidade, cansaço e exaustão permitiram-se não ser perfeitas e jogaram para o alto o sonho da maternidade inabalável e divina.
Relaxe, fica tranquila porque o que importa é você não se comprometer com esses sentimentos, pois eles não fazem parte de você. São frutos de momentos de estresse e de cansaço, onde somos colocadas à prova com os nossos limites. Não faça pactos com eles! Não deixe que eles te dominem e definam a sua personalidade como mãe. Você é muito mais do que essas frações de sentimentos e momentos que nos tiram do eixo e nos fazem acreditar que somos pessoas terríveis. Lembre-se: esses sentimentos não definem o que você é! Perdoe-se!
Traga leveza para a sua maternidade e deixe que tudo seja um lindo processo de aprendizado e reconhecimento. Aprenda com eles e aprofunde-se em si mesma! Essa é a beleza que envolve o mundo materno, pois a maternidade é uma incrível oportunidade para iniciar um lindo processo de autoconhecimento e evolução pessoal. Faça das suas sombras a sua melhor amiga, pois é ela que aponta para o centro do seu EU maior.

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