Somos todas Belas, mesmo dentro de um casulo.


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Sabe aqueles dias em que você tira para ver fotos antigas e saudar a sua história e tudo o que já foi vivido até o presente momento? Pois é, ontem eu me permiti abrir as minhas fotos e relembrar esses momentos. Estava de coração aberto e livre de julgamentos e preconceitos sobre as minhas imagens.

Percebi algo muito interessante nas várias mudanças que meu corpo passou ao longo desses anos… A minha visão sobre o que é belo mudou completamente e a sensibilidade com relação a esse tema é muito mais sutil do que há alguns anos atrás.

Quando meu filho nasceu a minha mãe fez a seguinte pergunta para mim:

– Filha, você acredita que esse ser tão perfeito e lindo saiu de dentro do seu corpo?

Ainda incrédula respondi que não, mas com o passar dos dias a ficha foi caindo e a cada dia que eu via meu filho desenvolver-se eu me sentia mais poderosa e forte. Era como se eu sentisse o poder que temos dentro de nós e a grandiosidade que esse corpo, nosso Templo Sagrado, carrega dentro de si.

Agora eu pergunto a vocês: Como achar feio um corpo que tem o poder de gerar uma vida perfeita e saudável? Como desmerecer esse corpo que esticou-se, abriu-se e produziu alimento para a criação e o desenvolvimento de uma vida? Como negar um milagre?

Impossível não sentir e enxergar beleza nisso tudo.

Nós mulheres estamos tão desconectadas com esse incrível poder que todas nós possuímos que passamos a ver esse momento sublime como algo que deve terminar logo para que possamos voltar ao que éramos antes de engravidar. Mal terminamos de parir e já estamos obcecadas em retomar o corpo perfeito que tínhamos. Precisamos e necessitamos entrar nos padrões que a sociedade nos impõe e para não decepcioná-la dançamos conforme a música.

Esquecemos de que tudo o que o nosso corpo quer nesse momento é ficar quieto e se reabastecer de amor e acolhimento. Resguardo, o próprio nome já diz… refúgio, abrigo, cobertura, reduto, acolhimento. Guarda o teu Templo Sagrado e usa o ninho que você construiu para o seu filho.

A beleza está no que você sente sobre a pessoa, a sua história e o momento em que ela vive. Belo é muito mais do que traços e formas, é o que está por trás da matéria. É a essência! Nós mulheres, no período puerperal, estamos dentro de um casulo, recolhidas num universo paralelo e íntimo. Dentro desse casulo acontecem diversas transformações, mas a mais incrível delas é a nova personalidade que está se moldando lentamente.

Ao sair desse casulo, renascemos e passamos a ver e a sentir o mundo de outra forma. Toda borboleta precisa passar pela sua metamorfose e acreditar que após esse período de reclusão ela terá o mundo inteiro para explorar e conhecer. Será abençoada pela dádiva de voar alto.

Agora eu te faço outra pergunta:

– Qual beleza você deseja para si? A liberdade da borboleta ou a prisão dos padrões?

Eu desejei ser livre o voar alto para sentir o pulsar da vida. Mergulhei fundo no meu puerpério, enfrentei minhas sombras e minhas limitações. Mas também vivi belos momentos ao encontrar as minhas potencialidades e os meus novos sentimentos.

Escolhi ser borboleta.

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